Mais uma vez caindo na estrada

Não estava nos nossos planos fazer uma road trip de 17 dias tão cedo, já que voltamos do Brasil faz pouco tempo. Tudo começou com a troca de emprego do meu marido, juntou com a necessidade de descansar antes de começar em uma nova empresa, que resultou em cair na estrada. De alguma forma ele (meu marido) acha que dirigir tira o stress e descansa.
Essa é a primeira vez que saímos para tão longe sem um destino propriamente dito, sabíamos por onde gostaríamos de passar, mas super abertos a mudanças de trajetos pelo caminho. Alugávamos o hotel no dia ou uma noite antes para onde imaginávamos que iríamos.
Dessa vez decidi não compartilhar no Instagram como tenho feito nas minhas últimas viagens. Quando fui para o Brasil eu estava proibida, resolvemos fazer surpresa para nossas famílias e eles só ficaram sabendo quando chegamos batendo palma na porta da casa dos nossos pais. Foram dias maravilhosos, apenas 15 dias, porém muito bem aproveitados. De qualquer forma, as últimas vezes que compartilhei achei que perdi tanto tempo fazendo aquilo e prefiro gastar meu tempo aproveitando o que estou vivendo do que mostrando.

Sem mais delongas…

Nossa primeira parada foi na cidade de Sacramento, que é a capital da Califórnia. Achei a cidade bem tranquila, chegamos já era depois do almoço, e realmente preciso acrescentar aqui que nosso almoço foi no Five Guys, similar ao conhecido In N Out clássicos fast foods americanos, ohhh man!!!! Simplesmente delicioso, virou meu favorito.

Todas as fotos preto e branco foram tiradas por Ozéias Sant’ana – Ilford Delta 100

Ao chegar fomos direto ao Sutter’s Fort State Historic Park, tudo começou em 1839 quando um imigrante suíço chamado John Sutter recebeu uma concessão de terras no vale de Sacramento do governo mexicano. Que na época essas terras ainda eram do México. Ele usou a terra para criar um império agrícola e nomeou-o novo Helvetia (Nova Suíça.) Este império estabeleceu o assentamento mais antigo de Sacramento e o primeiro assentamento não-indígena no vale central da Califórnia. Esse lugar é liretalmente um Forte, imigrantes eram bem vindos, recebiam alimentos, hospedagem e atendimento médico caso necessitassem. Inclusive imigrantes americanos. (Fica a dica USA)

Depois fizemos checking no hotel e saímos a pé, como não iríamos explorar muito fomos direto a parte histórica da cidade. Onde tem a estação de trem e vários estabelecimentos comerciais com as características da cidade nos anos 1849, época da busca pelo ouro.

Seguindo viagem

Nossa segunda cidade foi em Salt Lake City no estado de Utah, muitas dessas paradas foram estrategicamente rápidas porque queríamos passar pela cidade e ter a sensação da vibe do lugar sem ter que gastar muito tempo no mesmo lugar. Caso fosse uma cidade interessante, seria um destino a mais na lista de lugares a voltar.
Chegando na cidade paramos para o pôr do sol no Grand Salt Lake, estava espetacular, o céu começou com um rosa algodão doce e terminou um vermelho fogo, deixando tudo ao redor com a mesma tonalidade. A cidade em si é bem parada, a maioria das coisas para se fazer gira em torno da igreja Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mais conhecida no Brasil como a igreja dos mórmons. Pelo que entendi tudo começou nessa cidade e nós não ficamos muito  entusiasmados com a cidade.

Portra 400 – Grand Salt Lake

Aproveitando o caminho… (story time)

O trajeto em si é sempre uma aventura, somos enriquecidos com a quantidade de história de cada lugar e suas belezas naturais. Por várias vezes a estrada passa dentro de cânions, só conseguíamos ver enormes paredões de pedras. A maioria das pessoas conhecem os Estados Unidos pelos seus grandes centros, mas as cidades mais peculiares e que conservam a maior parte história do país está no interior de cada estado.
Nossa parada para almoço foi em uma cidade chamada Helper ainda em Utah, as fotos a seguir ilustram um pouco do que me refiro a cidades peculiares.

Portra 400 – Helper City

São contruções antigas, preservando itens e estabelecimentos que foram usados durante muito tempo, provavelmente muita coisa ainda está em funcionamento.

Nosso primeiro parque

Depois fomos em direção ao nosso destino do dia, o parque nacional Black Canyon, conhecido por seus diferentes minerais que deixam os paredões do canyon com diferentes tonalidades.
Todos os parques são divididos por atrações, cada uma recebe o nome devido a característica de cada ponto.
Visitamos Painted Wall, Chasm View, Sunset View, High Point no primeiro dia, no segundo dia fomos para o outro lado do parque, vimos o The Narrows View, Balanced Rock, Big Island, Island Peaks, Tomichi Point e Kneeling Camel. Cada parada te dá um ângulo diferente do canyon, mudando o tipo de rocha que resulta nas características daquele determinado ponto e as vezes da para ver o rio que passa no fundo do vale.

Warner Point – High Point

Depois que terminarmos nossa aventura no Black Canyon saímos em direção às nossas próximas duas noites da viagem

a tão falada cidade de Denver…

Desde que a empresa que meu marido trabalhava começou a cogitar a ser vendida, ele fala que Denver seria a escolha dele para nossa próxima cidade. Eu nunca gostei da idéia, desde então Denver passou a ser um assunto de tortura, até que enfim, decidimos que não iríamos sair de San Francisco. A cidade é legal, ficamos duas noites e um dia, como era um feriado não tivemos muito a experiência do que é a cidade no dia a dia. Fomos em dois museus, o que foi bem legal, porque eles eram bastante interativos, passamos por uma festa de comemoração ao dia do trabalhador. Andamos bastante a pé, melhor meio de transporte para se conhecer uma cidade. No meu ponto de vista, fizemos uma boa escolha não trocando de cidade para morar.

Próximo parque…

Seguindo viagem, fomos para o parque nacional Rocky Mountains. Esse parque foi uma luta constante contra a altitude, teve lugares que eram 12.000 feet ou 3.700 metros acima do nível do mar. Quando você mora a tanto tempo no nível do mar, mudar tão drasticamente a altitude faz você pensar em mudar de cidade imediatamente. Subir uma escada é pedir que seu pulmão trabalhe a 1000 por hora. O parque estava cheio de moose, o outono começando a mostrar suas cores, e eu me apaixonei por uma árvore chamada o gigante trêmulo, ela tem as folhas redondinhas e quando o vento sopra elas fazem barulho e balançam como se estivesse acontecendo uma festa. Com a chegada do outono algumas já estava na cor amarela, incrivelmente lindas.

Foto by Ozéias Sant’ana (claro)
12.000 feet acima do nível do mar, e sim, eu estava morrendo.

Ainda bem que vários lugares o acesso era de carro, passamos bastante tempo apenas dirigindo e apreciando tudo a nossa volta.

Gigante Trêmulo

Aqui finalizo a primeira etapa dessa viagem, aguarde o próximo post com mais lugares maravilhosos para se conhecer. E quando vier para os Estados Unidos cogite conhecer mais lugares com belezas naturais e longe dos mesmos pontos, tem muito mais coisas legais para fazer além de Miami, Disney e New York.


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