Felicidade + Conhecendo o Vale da Morte

Estou cada dia mais convencida que viajar é a maneira mais correta de viver em sua plenitude. Toda vez que viajo volto para a casa com a sensação de que cresci tanto, evolui tanto e ao mesmo tempo com tanta ânsia por mais. Por viver mais, por aprender mais, por entender mais, por aceitar mais e sentir mais. Quanto mais viajo, mais tenho sede pelo desconhecido, pelo diferente, pela maneira como as coisas funcionam. É engraçado eu dizer isso, já que infelizmente tenho muita crise de ansiedade e isso me faz sentir medo de coisas irreais, mas a dor e o desespero são bem reais. Com isso eu acabo não querendo sair da minha zona de conforto. Com certeza eu só consigo aproveitar uma viagem porque eu tenho um parceiro que diferente de mim, é movido por mudanças e super ok com o desconhecido, e digasse de passagem, o agravador da minha ansiedade. Mas eu sou grata por ele me levar ao limite e algumas/muitas vezes um pouco além dele, porque sem isso eu não sairia nem de casa e não amaria tanto viver a experiência de aproveitar o desconhecido. Enquanto tenho a oportunidade de estar aqui quero continuar explorando e aprendendo, porque isso me desafia, mas é um dasafio bom que me faz feliz.

Início da viagem

Como já contei no post anterior sobre nossa viagem de RV, Death Valley foi nossa primeira parada do roteiro. Fazia uma eternidade que o meu marido me chamava para ir nesse parque, mas confesso que o nome me assustava um pouco. É um dos lugares mais quentes do mundo no auge do verão juntamente com desertos na África e no Oriente Médio. Digamos que visitar o Death Valley no verão seria um exercício de sobrevivência.

De onde vem o nome Death Valley

Foto: Ozéias Sant’ana

O parque recebeu esse nome de vale da morte, porque um grupo de pioneiros, na época da busca pelo ouro, ficaram perdidos ao tentar atravessar o parque no inverno de 1849-1850. Até onde se sabe, apenas um membro do grupo morreu, mas todos assumiram que ali seria sua selpultura. Quando conseguiram sair do parque diz que um dos homens virou, olhou para trás e disse: “Goodbye, Death Valley.” “Adeus, vale da morte.” Death Valley é conhecido pelos seus extremos, é o parque nacional mais quente, mais seco e mais baixo, tendo lugar com até 86 metros abaixo do mar.

Lugares visitados

Artist’s Drive e Artist’s Palette

Vale a pena dirigir por essa rua estreita, algumas vezes bem próximo as paredes de rochas que te levará ao lugar mais colorido do parque. Artist’s Pallete são rochas com cores meio apagadas, mesmo tirando a foto em plena tarde, você pode ver o branco, turquesa, rosa, meio laranja/vermelho e verde. Próximo ao por do sol as cores ficam mais nítidas devido a luz estar bem mais branda.

Badwater Basin

Como você pode ver na primeira foto, o nível do mar está a 86 metros acima do lugar onde eu estava, essa é a parte mais baixa do parque. Tem uma pequena piscina de água não potável que algumas vezes no inverno esta mais cheia, aumentado o reflexo das montanhas ao redor, formando um belo cenário.

Salt Flats

Foto: Ozéias Sant’ana

Se você seguir por mais ou menos 1km a trilha da segunda foto do Badwater Basin, te levará a esses enormes padrões hexagonais de sal, caso você tenha sorte, ninguém terá passado por ali antes de você e as formações ainda estarão intactas.

Zabriskie Point

Existe toda uma explicação geológica para essas formação maravilhosa, mais em poucas palavras é o resultado de frequentes e violentas ações da água e terremotos de 3 a 5 milhões de anos atrás. Antes mesmo da parte mais profunda do Death Valley ter sido formada. E se você não se contentar em apenas olhar assim a distância, você pode fazer as trilhas por essas formações e ter a experiência de estar inserido na paisagem.

Mesquite Flat Sand Dunes

Meu lugar favorito. Apesar de morar na praia no Brasil, eu nunca tinha ido em um lugar de dunas. A caminhada pela areia macia é mais difícil do que eu imaginava, porém de alguma forma tão prazeirosa que te faz querer ir no topo de várias dunas só pela diversão. Tem lugares que você da graças a Deus que seus pés afundam, a subida é tão ingríme que se não afundasse provavelmente não teria como subir.

Fomos para o por do sol, estava lotado de turistas, andamos o máximo que nossas pernas aguentaram para ficar o mais isolados possível. A recompensa de uma longa caminhada é gratificante, não tenho definição em palavras para explicar como é maravilhoso sentar e observar o silêncio e a beleza. Sabe aqueles momentos de paz na alma? Esse foi um deles.

Apesar de ter ido e conhecido alguns pontos, vou te contar que foi uma visita bem vergonhosa, não conseguímos abranger nem o início do básico dos pontos turísticos. E isso devido a três razões: primeiro que o parque é imenso, segundo porque estávamos focados em aprender sobre o RV e terceiro porque tínhamos pouco tempo (do qual o RV gastou a maioria). Tempo sempre vai ser o terror dos roteiros.

Death Valley é sim um lugar de extremos, contudo é surpreendentemente um lugar cheio de vida, digo isso porque em alguns esporádicos períodos da primavera, muitos desses lugares ficam cobertos por flores selvagens de diversas cores, e a única questão que vem a minha cabeça é: Como? Infelizmente pode acontecer intervalos de anos sem esse florescer acontecer, no entanto a semente continua lá, até que resolve chover o suficiente para ela nascer, e esse lugar tão seco e tão árido se transformar ficando ainda mais extraordinário. Poucas pessoas tem o privilégio de conhecer Death Valley com tantas flores, mas as fotos que vi são de tirar o folêgo. Acesse aqui para ver esses momentos únicos.


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